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O trabalho assalariado no campo e as lutas sociais

Desde o fim do regime de escravidão no Brasil com a assinatura da Lei Áurea, em 1888, a principal forma de ocupação se tornou o trabalho assalariado. Esse modelo se baseia na troca da força de trabalho do indivíduo por um salário. No Brasil, o trabalho assalariado surgiu com a necessidade de mão de obra para o cultivo de café.

No entanto, o negro recém liberto era considerado inferior e sem qualidade para o trabalho. Sendo assim, o Estado passou a incentivar a migração de mão de obra estrangeira para o Brasil.

Com essa medida houve um grande fluxo migratório para o país, principalmente da Europa. Essa população chegou ao Brasil com uma promessa do Estado brasileiro de ter uma vida melhor. Isso em relação ao seu país de origem. Mas, em diversos casos não ocorreu.

Muitas vezes esses colonos ficavam presos às fazendas pelo fato de receber um baixo salário. Portanto, ficavam devendo aos fazendeiros, tendo que trabalhar mais para pagar. Esses imigrantes se dividiam para trabalhar no campo e nas indústrias emergentes das cidades.

Atualmente o trabalho assalariado no campo é marcado pela sazonalidade. Trabalhadores rurais, que muitas vezes já moram nas cidades, devido ao êxodo rural, voltam para o campo. Eles vão para trabalhar na época da colheita de grandes safras, como, por exemplo, da cana de açúcar.

Movimentos sociais no campo

A partir dos protestos e anseios dos trabalhadores rurais surgem os movimentos sociais no campo. As principais bandeiras que esses trabalhadores levantam são para pedir reforma agrária e combater a troca do homem pela máquina no campo. E, também, buscar por melhorias nas condições do trabalho assalariado.

Mesmo com mudanças ao longo do tempo, as lutas no campo ficaram marcadas em duas frentes no Brasil. Entre as décadas de 1940 e 1960, as Ligas Camponesas, que foram extintas durante o governo militar no país, buscavam melhores condições aos trabalhadores.

A outra dianteira se dá pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). Ele foi criado a partir da década de 1980 e tem participação efetiva até hoje. O movimento tem como objetivo uma melhor distribuição de terra por meio de uma reforma agrária.

Dicas Enem

Para você que está pensando em prestar o Enem, fique atento a essas dicas de situações que influenciam no sistema agrário brasileiro e no trabalho assalariado no campo:

Um assunto que sempre ganha força no campo é a questão da reforma agrária. A reforma agrária se baseia na ideia de gerar uma redistribuição das posses de terra no campo. Fazendo assim com que terrenos não utilizados passem a ter função social.

Esse processo de reforma é conduzido pelo Estado. Ele, por meio da desapropriação ou compra de terras de grandes latifúndios, que não são aproveitadas, distribui lotes menores para famílias camponesas sem posses.

Áreas indígenas

Outro ponto que influencia a produção na área rural é a relação com as áreas indígenas demarcadas. Essas terras são de posse da União e, portanto, devem ser preservadas para se conservar a cultura e os costumes dos indígenas.

Essa demarcação se dá por meio de estudos geográficos, antropológicos, territoriais, ambientais e outros, realizados pela Funai (Fundação Nacional do Índio).

Esses limites muitas vezes não são respeitados por grupos de fazendeiros, posseiros e grileiros. Estes acabam invadindo essas terras, o que é considerado um grave crime contra o patrimônio da União.

Enfim, o trabalho assalariado no campo influenciou o fluxo migratório para o Brasil e contribuiu para a mistura de diversas culturas no país. As lutas sociais continuam presentes no campo até os dias atuais, em busca de uma melhor distribuição de terras e condições de trabalho no campo.

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Escrito por Redator Especialista em Geografia

Redator especialista em Geografia no Guia do Ensino.

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