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VÍRUS: guia completo, com tudo o que você precisa saber

Os vírus são organismos que não possuem células, sendo os únicos com essa característica sobre a Terra. Sendo assim, são parasitas que dependem da invasão de células hospedeiras

Em tempos de pandemia, as curiosidades sobre os vírus voltam a ficar em evidência. Neste momento da história, por exemplo, estamos vivenciando uma onda de pânico e incertezas em razão do Novo Coronavírus, que vamos entender melhor adiante.

Esse receio é natural, uma vez que os vírus são organismos que afetam diretamente a nossa saúde e o bem-estar de toda a sociedade. Inclusive, em alguns casos, causando milhares de mortes, como aconteceu com a Varíola, entre 1896 e 1980, que matou mais de 300 milhões de pessoas, ou a Gripe Espanhola, nos anos de 1918 e 1919, que matou mais de 20 milhões de pessoas.

Assim, é natural que ao surgirem novos vírus com potencial epidêmico, a população fique apreensiva. Sendo assim, para ajudar você a compreender tudo sobre esses organismos, preparamos um guia completo. Aqui você vai encontrar tudo que precisa saber sobre os principais vírus que já assolaram a Terra

Neste post você vai conhecer mais sobre as seguintes viroses:

1 – Gripe

2 – Coronavírus

3 – Caxumba

4 – Sarampo

5 – Catapora

6 – Varíola

7 – Dengue

8 – Febre Amarela

9 – Rubéola

10 – Meningite

11 – Pneumonia

12 – Poliomielite (paralisia infantil)

13 – Hepatite (A, B e C)

14 – AIDS (SIDA)

Então, vem conferir!

Origem e descoberta dos vírus

Os vírus estão presentes desde o início dos tempos em nosso meio. É possível, por exemplo, visualizar representações em imagens egípcias, de surtos de poliomielite. O que remonta que os vírus já vem agindo sobre o homem desde o início dos tempos.

No entanto, o primeiro vírus patogênico para o homem foi identificado entre 1900 e 1902 e se tratava do causador da Febre Amarela. Em 1931 os pesquisadores encontraram a microscopia de elétron que permitiu as primeiras imagens dos vírus. Mas foi somente entre 1930 e 1935 que o primeiro vírus realmente foi mapeado. Tratava-se do TMW – vírus do mosaico do tabaco, que atacava as plantações através de sua ação infecciosa e destruía as plantas.

Os cientistas descobriram que o vírus era feito na sua maior parte por proteína, assim, foi possível separar as peças do RNA. Sendo que o vírus mosaico de tabaco foi o primeiro a ser cristalizado e cuja a estrutura poderia ser explicada em detalhes.

A partir de 1939 cientistas americanos e europeus se reuniram nos Estados Unidos e adotaram o “modelo do fago” para explicar os mecanismos pelos quais os vírus infectam as células.

Assim, a humanidade passou a enfrentar os vírus que surgiram posteriormente (mas falaremos mais detalhes sobre isso na sequência). Então, não deixe de acompanhar.

O que é um vírus?

A palavra vírus é originária do latim e significa fluído venenoso ou toxina. Os vírus são organismos muito simples e pequenos, sendo que medem cerca de 0,2 µm.

São formados essencialmente por cápsulas proteicas que envolvem o seu material genético. Dependendo de cada vírus podem ser DNA, RNA ou os dois casos.

Os vírus, como já falamos, não possuem células, sendo que necessitam de hospedeiros para se reproduzirem. Sendo que, por serem tão pequenos, conseguem facilmente invadir células, incluindo organismos unicelulares. Desta forma, como todo parasita, sua permanência no organismo hospedeiro causa doenças, que chamamos de viroses.

Hoje são 1.739.000 de seres vivos mapeados. Destes, 3.600 são espécies de vírus. Embora ainda exista uma grande discussão na comunidade científica sobre os vírus serem ou não considerados seres vivos.

Sendo que os vírus têm características que se aplicam a esse termo. São parte de linhagens contínuas, reproduzem-se e evoluem em resposta ao ambiente, através de variabilidade e seleção, como qualquer ser vivo.

Por outro lado, não têm metabolismo próprio, por isso, na visão de alguns estudiosos deveriam ser considerados “partículas infecciosas”, ao invés de seres vivos propriamente ditos.

Quais são os tipos de vírus?

Em linhas gerais, a biologia classifica os vírus em três categorias. Sendo elas:

  • Adenovírus: formados por DNA, por exemplo, o vírus da pneumonia.
  • Retrovírus: formados por RNA, por exemplo o vírus HIV.
  • Arbovírus: transmitidos por insetos, por exemplo o vírus da Febre Amarela e da dengue.

Qual é o ciclo reprodutivo dos vírus?

Como já foi informado anteriormente, os vírus se reproduzem apenas em células hospedeiras, já que eles são acelulares.

Sendo que eles não produzem enzimas e as estruturas necessárias para a produção de proteínas. Assim, suas forma de reprodução é variada, mas em geral segue uma série de etapas básicas, sendo elas:

  1. Adsorção: ocorre a interação entre a célula que será parasitada e os vírus, formando ligações entre os seres invasores e os receptores na membrana da célula.
  2. Penetração: acontece a entrada do vírus em sua totalidade ou parcialmente na célula.
  3. Desnudamento: o ácido nucléico do vírus é liberado no interior da célula, separando-se do seu capsídeo.
  4. Biossíntese: o material genético é duplicado e ocorre a síntese das proteínas necessárias para formar o capsídio.
  5. Morfogênese: acontece a organização das estruturas formadoras do capsídeo e do material genético.
  6. Liberação: ocorre a lise da célula e a liberação dos vírus. No caso dos envelopados, ocorre o brotamento desses organismos.

Principais vírus que afetam os seres humanos

Os vírus podem infectar qualquer ser vivo, desde os unicelulares, como bactérias, até pluricelulares, como os humanos. A infecção nos humanos é responsável por várias doenças. 

Veja a seguir alguns exemplos de infecções virais:

  • AIDS – agente etiológico: HIV (Vírus da Imunodeficiência humana)
  • Catapora – agente etiológico: Varicela-zóster
  • Condiloma acuminado – agente etiológico: HPV (Papiloma Vírus Humano)
  • Gripe – agente etiológico: Influenza
  • Herpes bucal – agente etiológico: HSV-1 (Vírus Herpes Simples tipo 1)
  • Herpes genital – agente etiológico: HSV-2 (Vírus Herpes Simples tipo 2)
  • Poliomielite – agente etiológico: Poliovírus
  • Raiva – agente etiológico: Vírus da raiva
  • Resfriado – agente etiológico: Rinovírus e outros tipos
  • Rubéola – agente etiológico: Vírus da Rubéola

Conhecendo as principais doenças causadas pelos vírus

Agora que nós já vimos quais as principais infecções virais que afetam os seres humanos, que tal conhecer mais a fundo algumas das principais? Então acompanhe a leitura porque a seguir você vai saber tudo sobre essas doenças (viroses).

1 – Gripe

É uma infecção respiratória aguda de curta duração, causada pelo vírus Influenza, um RNA vírus da Família Orthomyxoviridae, com grande capacidade de mutação e contágio. O vírus entra no organismo humano pelo nariz e se multiplica, passando para a garganta e vias respiratórias, incluindo os pulmões.

A gripe possui um período de incubação de 1 a 4 dias. Sua gravidade depende de cada indivíduo, no entanto pessoas idosas têm mais chances de complicações, sintomas agravados e até mesmo morte.

São três tipos de vírus Influenza, sendo:

  • Influenza A – Capaz de infectar diversas espécies animais, sendo o principal responsável por epidemias e pandemias mundiais;
  • Influenza B e Influenza C – Afetam somente humanos;

Os sintomas comuns da gripe são: cansaço, indisposição, dores musculares, corrimento nasal e dor de garganta. Em alguns casos é possível ocorrer febre.

Não existe uma cura para a gripe, o nosso sistema imunológico é que combate o vírus. Sendo que inicia um processo de defesa enquanto o vírus atua, o que elimina-o em aproximadamente uma semana.

2 – Covid-19 / Coronavírus

Imagem dos continentes, escrito covid-19.
Estamos vivendo uma pandemia do Covid-19

Os coronavírus são uma família de vírus grande e são conhecidos desde 1960, causando infecções respiratórias tanto em humanos quanto em animais. Sendo responsáveis por desencadear desde resfriados brandos até síndromes respiratórias graves. No entanto, recentemente, uma nova classificação deste vírus foi identificada causando a doença chamada Covid-19 (2019-nCioV).

A família do coronavírus nos humanos, em alguns casos, pode causar infecções das vias respiratórias inferiores, como pneumonia, o que pode se agravar e levar à morte. Porém, esses sintomas são mais comuns em pessoas idosas, com problemas no sistema imunológico ou com doenças cardiopulmonares.

O período de incubação do Novo Coronavírus é de 2 a 14 dias, sendo que é propagado pelo ar passando de uma pessoa para outra, o que o torna altamente contagioso. O novo vírus surgiu na China e se espalhou rapidamente por todo continente asiático. 

Diversos países, dos cinco continentes, já registraram casos, exceto na Antártica, sendo que os casos mais graves até o momento estão na China, Coreia, Irã e Itália.

No entanto, é importante ressaltar que ter casos de coronavírus não quer dizer que toda a população será infectada, ou que todos os infectados terão casos graves da doença, já que na verdade a grande parte dos doentes não terá sintomas maiores do que os de um gripe comum. Além disso, embora possa levar à morte a taxa de mortalidade é de 2%, subindo para 15% em idosos, que são os mais vulneráveis ao vírus.

3 – Caxumba

É uma infecção viral aguda e contagiosa, que atinge qualquer tecido glandular e nervoso do corpo humano. No entanto, é mais comum atingir as glândulas parótidas responsáveis pela produção de saliva ou as submandibulares e sublinguais.

A Caxumba é mais comum em crianças e adolescentes, mas também pode acometer adultos de todas as idades. Sua transmissão ocorre por vias aéreas, ou contato direto com saliva infectada, em casos mais raros podem acontecer por contágio por objetos contaminados.

O período de incubação é de 12 a 25 dias, e o período de transmissibilidade da doença varia entre 6 e 7 dias. Sendo que os principais sintomas são: inchaço e dor nas glândulas, febre, dor de cabeça, fadiga, perda de apetite e dor ao engolir.

Não há tratamento para o vírus, mas existe a prevenção através da vacina Tríplice Viral, que é oferecida aos 15 meses de idade, além de medicamentos para minimizar os sintomas.

4 – Sarampo

O Sarampo é uma doença altamente contagiosa que surge juntamente com febre alta, por vezes passando dos 40º C e manchas vermelhas no corpo, causada pelo vírus Morbillivirus e que pode levar à morte. É espalhado por meio de secreções mucosas de um doente para outro.

O período de incubação dura entre 7 a 18 dias, e os sintomas são: febre, tosse, conjuntivite, coriza e fotofobia. Conforme a doença vai avançando, surgem manchas vermelhas na pele e prostração.

A boa notícia é que já existe vacina para o Sarampo, que é o melhor método de prevenção. A primeira dose ocorre aos 12 meses com a Tríplice Viral e aos 15 meses com a Tetra Viral.

5 – Catapora (varicela)

Causada pelo vírus Varicela-Zoster, a Catapora é uma doença, assim como as demais, contagiosa, que se manifesta com maior frequência em crianças. Suas principais características são lesões na pele que podem ocasionar erupções e coceira. 

O período de incubação é de 10 a 21 dias, e os principais sintomas são: manchas vermelhas e bolhas na pele, mal estar, cansaço, dores de cabeça, perda de apetite e febre baixa. Durante o tratamento, os cuidados com a higiene são vitais, para que a doença não deixe sequelas na pele.

A vacina é ministrada em crianças de 12 meses, em dose única, e reforçada aos 4 anos de idade. Sendo, portanto, a melhor forma de prevenção para a doença.

6 – Varíola

A varíola é uma doença agressiva que chega a 30% de mortes. Transmitida através da inalação, ou em alguns casos por contato direto, através de roupas e utensílios. É extremamente contagiosa durante os primeiros 7 a 10 dias após o aparecimento dos edemas cutâneos.

O tratamento é realizado através do isolamento do indivíduo afetado e administração de antibióticos para tratar as infecções. A Varíola foi erradicada há mais de 40 anos, sendo que o último caso de Varíola foi em 1977 na Somália.

7 – Dengue

Imagem de um aedes aegypti na pele humana. Mosquito transmissor do vírus da dengue e febre amarela.
O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue e também um dos principais transmissores da Febre Amarela.

É uma doença causada pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se prolifera em locais com água parada. Existem quatro tipos de vírus da Dengue, sendo que cada pessoa pode ter 4 sorotipos da doença, mas a infecção gera imunidade perante ele.

Os principais sintomas da dengue são: febre alta (>38,5ºC), dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

O diagnóstico da dengue é clínico e feito por um médico, através de exames laboratoriais.  A prevenção é muito importante, já que a doença pode se agravar a cada nova incidência de sorotipos no corpo do indivíduo, podendo levar à morte.

A melhor forma de prevenção da Dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, eliminando água armazenada que pode se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, galões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

Já existe uma vacina para a Dengue, no entanto, ela não é distribuída pelo SUS e tampouco é viável financeiramente para a população em geral, visto que sua eficácia ainda é pouco estudada.

8 – Febre Amarela

A Febre Amarela é uma doença da classe arbovirose, também transmitida por picada de mosquito. O principal transmissor é o Aedes aegypti e o Haemagogus. No entanto, não existem relatos de transmissão de uma pessoa para outra como ocorre com a dengue.

Os principais sintomas são: febre, dor muscular, náuseas, vômitos, fraqueza e perda de apetite. O diagnóstico da Febre Amarela é feito com base nos sintomas, histórico médico e de exposição a mosquitos possivelmente infectados. Não existem tratamentos médicos específicos contra o vírus da Febre Amarela.

A vacina está disponível na rede pública, nos postos e unidades de saúde das cidades, assim como em hospitais especializados em infectologia e epidemiologia. Você pode encontrar os postos autorizados no site da Secretaria de Saúde do estado em que você mora.

9 – Rubéola

Trata-se de uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus, da família Togaviridae. É bastante perigosa, em especial em gestantes, onde pode gerar inúmeras complicações, como aborto e natimorto, além de malformações congênitas, como surdez e lesões oculares.

Os principais sintomas da Rubéola são: febre baixa, linfoadenopatia retroauricular e exantema máculo-papular. O diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais, disponíveis na rede pública.

A transmissão da Rubéola acontece diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções nasofaríngeas expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.

A prevenção da Rubéola é feita por meio da vacinação. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade. No Brasil a vacina Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) é distribuída gratuitamente pela rede pública.

10 – Meningite

A Meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A Meningite pode ser causada por vírus ou por bactéria, que é mais grave. O risco de contrair Meningite é maior entre crianças menores de cinco anos, principalmente até um ano, no entanto, pode acontecer em qualquer idade.

A principal forma de prevenir a Meningite é por meio da vacinação. No Brasil, a Meningite é considerada uma doença endêmica. Casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais.

A doença é uma síndrome na qual, em geral, o quadro clínico é grave, por isso no momento em que achar que você ou alguém pode estar com sintomas de Meningite deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. Um médico pode determinar se você tem a doença, o tipo de Meningite e o melhor tratamento.

Na Meningite bacteriana, geralmente, a transmissão é de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções das vias aéreas superiores (do nariz e da garganta). Já na meningite viral a transmissão é fecal-oral.

Devido à gravidade do quadro clínico, os pacientes com casos suspeitos de Meningite sempre são internados nos hospitais, por isso, ao se suspeitar de um caso, é urgente a procura por um pronto socorro hospitalar para avaliação médica.

A Meningite é uma síndrome que pode ser causada por diferentes agentes infecciosos. Para alguns destes, existem medidas de prevenção primária, tais como vacinas e quimioprofilaxia. As vacinas estão disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana.

11 – Pneumonia

Pneumonia (CID 10 J15.9) é uma infecção que se instala nos pulmões, podendo acometer a região dos alvéolos pulmonares. Alguns sintomas da doença são: febre alta (acima de 37,5° C), tosse seca ou com catarro de cor amarelada ou esverdeada, falta de ar e dificuldade de respirar.

Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa.

Esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contato do ar com o sangue.

12 – Poliomielite (paralisia infantil)

A Poliomielite, também chamada de Pólio ou Paralisia Infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes, provocando ou não paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

Os sinais e sintomas da Poliomielite variam conforme as formas clínicas, desde ausência de sintomas até manifestações neurológicas mais graves. A Poliomielite pode causar paralisia e até mesmo a morte, mas a maioria das pessoas infectadas não fica doente e não manifesta sintomas, deixando a doença passar despercebida.

Os sintomas mais frequentes são: febre, mal estar, dor de cabeça, garganta e dor no corpo, vômitos, diarreia, constipação, espasmos e rigidez na nuca.

A vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual.

13 – Hepatite (A, B e C)

A Hepatite é a inflamação do fígado, causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. É identificada por letras em A, B e C. As hepatites são doenças que nem sempre apresentam sintomas, mas, quando estes estão presentes podem ser:

  • Hepatite A e B: Dor ou desconforto abdominal, dor muscular, fadiga, náuseas e vômitos, perda de apetite, febre, urina escura e amarelamento da pele.
  • Hepatite C: Dor ou inchaço abdominal, fadiga, náusea e vômito, perda de apetite, febre, urina escura, coceira, amarelamento da pele e sangramento no esôfago e no estômago.

O diagnóstico pode ser feito por testes rápidos que dão o resultado em uma hora, ou em laboratório. A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites do tipo A e B  está disponível pelo SUS. Para os demais tipos de vírus não há vacina, e o tratamento é indicado pelo médico.

14 – AIDS (SIDA)

Aids é uma doença crônica causada pelo vírus HIV, que danifica o sistema imunológico e interfere na habilidade de o organismo lutar contra outras infecções (tuberculose, pneumocistose, neurotoxoplasmose, entre outras).

Apesar de ainda não existir cura para a doença, atualmente há tratamentos retrovirais capazes de aumentar a expectativa de vida dos soropositivos.

O HIV é transmitido principalmente por relações sexuais desprotegidas, isto é, sem o uso do preservativo; e compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas com sangue, o que é frequente entre usuários de drogas ilícitas – que também podem contrair mais doenças, como hepatites.

Os principais sintomas são: fraqueza, febre, emagrecimento e diarreia prolongada.

Como alguns pacientes podem não apresentar nenhum sintoma, ou mesmo desenvolver a doença mesmo que infectados com o vírus, é recomendável que toda população faça o teste, principalmente quem tem vida sexual ativa. Existem vários testes para o diagnóstico, e os mais comuns oferecem resultados no mesmo dia.

Embora a AIDS não tenha cura, existem diversas opções de tratamento para o paciente acometido pela doença. É recomendável que todos façam o tratamento adequadamente, visto que este melhora a qualidade de vida da pessoa, que pode ter uma vida normal, sem grandes complicações. No Brasil o tratamento é oferecido pelo SUS.

A melhor forma de prevenção contra a AIDS é sempre fazer sexo seguro, utilizar preservativo, não compartilhar seringas e objetos perfurantes. Além disso, em caso de violência ou eventual ocorrência de sexo sem proteção, procurar os órgãos de saúde o mais brevemente possível, assim as chances de contágio são menores.

Como prevenir as infecções por vírus

Como vimos, cada doença tem sua própria forma de transmissão, diagnóstico e tratamento. No entanto algumas medidas de prevenção básicas podem auxiliar a prevenir as infecções virais.

Mantenha em dia todas as vacinas, e siga o protocolo de vacinação para as crianças, essa é a melhor maneira de manter seu filho longe das doenças virais. Sempre faça sexo com proteção e reforce as medidas de higiene.

Imagem das mãos de uma mulher em um pia, lavando com água e sabão, para evitar contágio por vírus.
Lave bem as mãos com água e sabão, pelo menos a cada 3 horas

Hábitos de higiene e prevenção:

  • lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel;
  • cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • evite aglomerações se estiver doente;
  • em lugares com muitas pessoas, evite a aproximação;
  • mantenha os ambientes bem ventilados;
  • não compartilhe objetos pessoais.

Os vírus já causaram muitos estragos durante os tempos em todo o mundo, matando mais pessoas do que as guerras. Assim, para combater essas epidemias e pandemias, a melhor maneira é seguir corretamente as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e se prevenir.

Dicas para o Enem

Tendo em vista os eventos recentes que estão colocando o mundo em quarentena, por causa do novo vírus causador da Covid-19, é muito provável que este tema seja abordado nas próximas provas do Enem.

Então para ficar por dentro de tudo, aproveite para estudar também:

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Escrito por Redator Especialista em Biologia

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